Estamos vivendo no melhor mundo possível

The World Of You Depends By Me @ https://i0.wp.com/fc06.deviantart.net/fs71/i/2011/085/0/d/the_world_on_you_depends_by_disouza-d3cib17.jpg

Um dos argumentos mais clássicos sobre a existência de um deus onisciente, onipotente e bondoso é o fato de existir o mal no nosso mundo. Você não tem que ir longe para realizar isto – é só ligar no noticiário e você vera uma quantidade massiva de mal acontecendo. Se Deus existe, então, porque ele não evita as coisas malvadas de acontecerem? Leibniz defendeu uma solução muito radical para o problema do mal – ele disse que não há mal no mundo. Todas as coisas “más” que vemos na verdade são coisas boas, embora não possamos imediatamente entender o porquê.

Apesar de eu não concordar com o Gottfried, devo confessar que acho seu otimismo encantador e ainda mais é incrível o contexto matemático que ele usa para justificar alguns dos conceitos por trás da crença. Mas o que eu quero comentar aqui é uma abstração da solução dele para o mal no mundo.

Bem, quando você era uma criança e se comportava mal , seus pais (provavelmente) lhe puniram por isso. Na época, parecia que um mal terrível, e você não pode ver qualquer aspecto positivo. Agora, no entanto, você (novamente, provavelmente) reconhece que isso foi para o seu melhor. Sim, isso te deixou atordoado e triste no passado, porém, ajudou você a amadurecer e se tornar um adulto melhor. Leibniz acredita que as coisas que classificamos como malvadas podem ser pensadas na mesma maneira. Quando eramos crianças não conseguíamos ver o “cenário completo” nem o bem que viria do sofrimento no momento. Então o mesmo deve ser verdade para quando somos adultos – não conseguimos ver o bem que vai vir de todo o mal que acontece no mundo.

Se o seu melhor amigo é assassinado, no momento claramente você vai enxergar a situação como puramente má, sem qualidades redentoras. Mas, Leibniz acredita, que isso não é diferente da criança sendo punida. Nós apenas focamos no imediato, e julgamos o evento como mal sem ter observado todo o cenário. Quando ações desse tipo acontecem, nós devemos acreditar que “o curso das coisas (particularmente punição e expiação) corrige sua própria maldade e reembolsa o mal com interesse, interesse de uma maneira que tudo acabe “mais perfeito” do que seria se o mal não tivesse acontecido. Talvez ao acordar da morte do seu amigo, você vai se tornar um defensor de uma nova legislação que acabará salvando centenas de vidas, e sua vida encontra sentido e significado. O mal desse assassinato agora foi retribuído com interesse, e como diria Leibniz, agora toda a sequencia de eventos está “mais perfeita” do que seria se nada tivesse acontecido.

E você pode claramente argumentar que isso obviamente não é como as coisas acabam. Olhe para o Holocausto – aparentemente nada bom saiu dele. E nós ainda viramos nossas costas para os genocídios (como o de Ruanda), em que milhões de vidas foram tomatadas por um ditador maníaco. E se o mal for realmente ser “pago com interesse”, Deus definitivamente demorando para pagar essa divida (e muitas, muitas outras). E a resposta de Leibniz para esse criticismo era algo como “concordar” com o último ponto – isto é, Deus pode estar levando um tempão para arrumas as coisas, mas isso não quer dizer que não vai acontecer. Na concepção de Leibniz mesmo um evento tão terrível como o Holocausto pode, em última instância, produzir mais bem do que mal, mesmo que “nós não consigamos sempre explicar essa admirável economia mal versus interesse” e que a sequência cronológica de eventos seria “menos perfeita” do que com o acontecimento do Holocausto.

O argumento de Leibniz claramente tem uma quantidade cabulosa de questões. Primeiro, ele tem como requirimento que acreditemos num Deus bondoso, poderoso e detentor de todo o conhecimento. Adicionando, ele cria alguns problemas com outras crenças do próprio desenvolvedor. Leibniz acreditava que “a felicidade das mentes é o principal objetivo de Deus”. Se Deus decidiu as regras do universo, e se ele quer maximizar a felicidade, por que ele simplesmente não faz isso acontecer? Por que nos forçar a ‘investir’? Talvez você esteja disposto a acreditar que existe alguma razão que impede Deus para tal que nós não poderíamos sequer entender, e isso, de fato, é um salto muito grande para a fé.

Ao contrário da maioria dos argumentos que eu vejo de ideias parecidas, se você aceitar esse aqui como verdadeiro, você definitivamente deverás se sentir muito melhor sobre sua vida. Não importa o que aconteça, você deve deve sentir algo como uma felicidade estática considerando que todo o mal do mundo pode ser retribuído  Só tenha fé em deus e a inabilidade de acreditar que Ele deixaria algum mal acontecer no mundo.

E bem, basicamente isso tudo foi uma abstração altamente metafórica do que Leibniz muito falou usando uma semântica matemática bem sutil por trás de todos os conceitos. Ele define coisas como “melhor” a partir de coisas como derivação matemática.

Muitos irão sequer pensar em ver a fundo e refletir sobre parte disso considerando a primeira instância de pensamento do mundo sobre o mesmo como algo surreal. Mas o que realmente importa sobre isso tudo? Como o mundo está caminhado para você? Como você pensa sobre o mundo? Quantos mundos existem ? Microcosmos ? Macrocosmos ? Gnosticismo ?

Ultimamente concepções e ideias de coisas como: “melhor mundo”, “melhor dos mundos”, “mudança de mundo”, “alternância de planos”, “multivariabilidade da existência pessoal continua em muitos mundos” tem procado magicamente na minha mente e eu não tenho conseguido definir respostas para nenhum dos questionamentos que eu faço a si mesmo, claro, considerando a resposta como o fim da comunicação, porque o único resource que fica guardado é aquela velha conclusão linguistica de uma das pessoas mais geniais que já existiu :

“O que eu sei sobre Deus e o sentido da vida? Eu sei que este mundo existe”  – Ludwig Wittgenstein.

Sobre AA

"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto. Não acredite em nada do que eu escrever. Acredite em você mesmo e no seu coração."
Esse post foi publicado em Filosofia e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s