O mundo em putrefação.

Estava ontem à tarde saindo do trabalho e me encontro com um grande amigo meu e seu primo, sentamos numa mesa de um trailer que se localiza logo ao lado para comer algo e conversarmos alguns tópicos inúteis, no meio desses discutimos sobre como as pessoas aqui aonde eu moro (Ilha do Governador) estão se tornando a cada minuto mais animalescas e imbecis.

Chegando em casa, conversando com um amigo vejo o a conclusão da  discussão da mesa de bar se tornar fato, não que não fosse antes é claro, é e ainda vai ser por gerações.

Ultimamente, tenho observado uma maré de ações ilógicas que estão levando nosso amado planeta a ruína: ontem você está andando na rua feliz, hoje você está sendo pisoteado por um bando de pessoas por nenhum motivo além da pseudo-diversão [?].

Mas nen tudo que é ilógico se caracteriza diretamente pela violência física e sim sua grande composição característica se dá pelos atos cegos, traduzindo em uma dicotomia bem simples : tudo aquilo que se passa no campo mental e que pode ser e é externalizado mas não necessariamente tem uma probabilidade alta de ser o feito , como o racismo , e  tudo que é aparentemente bobeira e é sempre externalizado porém ocultado da face de seus alvos, como a famigerada fofoca que apesar de ser um exemplo tosco é de sua responsabilidade grande parte da culpa pela deterioração das relações humanas e da longevidade da maré de ações ilógicas visto que este é um conceito imbuído no Inconsciente Coletivo desde muito tempo.

Somos primariamente animais, como 90% de tudo que respira pelo planeta, porém, se orgulhamos incessantemente de sermos os únicos ‘animais racionais’  dessa lista, e de sermos superiores a todo resto do ambiente que nos guarda. Existia o calor agora temos o ar-condicionado, existia o frio criamos o fogo, existia o caminhar criamos os carros. Mas isso é realmente motivo para se orgulhar? Temos a razão, instrumento máximo da busca pela verdade , temos emoções, somos bípedes perfeitos e tudo que a gente faz é lindo.

Existe uma força mistica (que no fundo todos sabemos o que é) que é a culpada pelo primeiro dominó derrubado do efeito corrente aparentemente cíclico que gira a ruína do destino do nosso mundo. No fim, o mundo é a reunião de todos os fatos que acontecem e suas representações, cabe a nós, usuários dos fatos determinar a longevidade dos mesmos ou seja, o que deixaremos de herança para gerações posteriores: e é o que acontece, a nossa força mistica deixou um chute na cara de alguém, então hoje em dia todos estão chutando as caras dos outros e a quantidade de hospitais esta aumentando…

Acho que deveríamos abandonar o titulo de sociedade racional que tanto idolatramos e virar animais como sempre fomos. Porque hoje em dia tudo menos nós são animais.

Aquele pensamento antigo de que qualquer forma de repressão pessoal em algumas áreas deveria ser praticado em qualquer sociedade racional morreu… digo, não morreu, ele se tornou o pensamento circunstancial, isto é, só vale quando precisamos dele, seja para nos defender.

O contexto dessa geração é:  a vida nada mais é que uma competição para ser o criminoso e não a vitima.  Até um tempo atrás era a sociedade da vitimização, onde todos eram vitimas, algo mistico, e agora todos querem ser criminosos, é divertido!

Criminoso não só de lei é claro, criminoso social, psicológico, violento, criminoso pessoal, e tudo que é categorização possível. E sim, desde o principio aqui estou generalizando (já que esse é o pseudo-argumento padrão de todo mundo pra algo que estes não concordam), mas é que tudo isso funciona como um mapa comportamental que as pessoas resolvem seguir ou não, o que assusta é que as pessoas estão seguindo todo tempo, algumas só quando querem e depois saem pelas ruas como se nunca tivessem o seguindo. Eu mesmo me sinto culpado por o seguir as vezes, sinceramente não sou o ser mais forte, e uma onda tão forte como essa até eu me rendo em alguns momentos.

Mas qual seria  face do problema? Sinceramente, acho que ninguém sabe ao certo, e nem deve ter como definir, isso talvez seja uma das coisas que mais estão longes de cair na relatividade restrita. Existe uma teoria (minha , por isso vocês não conhecem, haha)  que qualquer problema complexo que não conseguirmos definir linguisticamente pode ser definido por uma tricotomia oriunda de material abstrato mental, enquanto aqueles que podemos definir linguisticamente podemos fielmente definir dicotomicamente.

Então, para definir esse problema ‘mistico’ vamos usar a relação tricotômica : Pessoa x Microcosmos x Emoção. Vale lembrar, que todas as proposições que definem um problema são de valor igual, nada pode ter um valor mais elevado que o outro, afinal uma coisa é constituída de todas as coisas que a constituem, se você tira alguma coisa, a coisa primaria já é outra coisa. Mas não vou entrar em nada mais complexo aqui, só quero exprimir algumas opiniões sobre essa onda de ações ilógicas.

1 – Ununs Mundus é só a parte comum dos muitos mundos.

“Eu sou meu mundo. (O microcosmos).” (5.63) – Ludwig Wittegestein , Tractatus Logico-Philosophicus.

Cientificamente a gente vive em um mundo, um planeta, a Terra. Mentalmente, a gente sabe que cada pessoa é um mundo, um planeta, uma ilha : com seus atributos próprios , características próprias, métodos próprios.  E se tem algo que eu tenho certeza sobre a absolutez é que somos seres limitados. Os nossos mundos pessoais tem limites, e o que eu vejo acontecer, é que as pessoas levam as bordas dos seus mundos até um certo degrau que não é o limite total, pensando ser o limite máximo. Apesar de afirmar que somos animais limitados, digo que 90% de nós vive toda a vida sem utilizar 10% do próprio limite achando que já está no máximo que pode alcançar.

Mas então, chegamos no nosso pseudo-limite, o que estamos fazendo? Estamos invadindo o mundo dos outros, e não a área publica, estamos chegando no nosso ‘pseudo-limite mental’ e começamos a achar o mundo dos outros mais coloridos, então a gente os invade, destrói, diminui e mata o mundo só porque estamos alucinados e achamos que ninguém pode ter um mundo melhor que o nosso. Quando na verdade não existe nada que possa determinar isso.

“If you want to enjoy life, expand your world. You gotta push your horizons out as far as they’ll go.”

2 – Não é dificil entender as pessoas, é impossível.

“What is the matter with some people?” – Luke Pearson , Some People – http://fav.me/d29ro3s

Tirando as impossibilidades físicas, essa talvez seja a única impossibilidade mental que eu tenha certeza de sua impossibilidade. Isto é, eu pessoalmente considero impossível entender totalmente outro ser-humano, já comentei bastante sobre isso aqui (Laços) , mas tentando adicionar algo amais aqui, poderia dizer que uma grande maneira de destruir o mundo seria forçar todos a serem iguais haha. Um fato interessante, é que , abrindo nosso mundo para os outros, descobriríamos novas maneiras de fazer nossos limites crescerem  e de sermos pessoas novas e melhores. Mas sabe aquela energia mistica que eu citei la encima ? Ela colocou no pensamento coletivo, que melhor que abrir nossas portas para outras pessoas, é deixar elas fechadas e simplesmente arrombar as portas dos outros que achamos interessantes. [ironia] Irado! [/ironia]

3 – O humano não é só razão, também é emoção.

A gente se julga estar numa sociedade civilizada e sermos seres superiores por termos a capacidade de pensar complexamente. Mas onde está a razão quando estes seres são domados pelas emoções. Seriam as emoções, em parte,  os resquícios dos extintos animalescos que sacrificamos para viver em sociedade? Há realmente espaço para as duas viverem juntas?  É uma das dualidades mais comuns, e são diretamente relacionadas as nossas tomadas de decisão: a razão está pro nosso conhecimento, sabedoria e inteligência tal como a emoção está para vivencia e experiencia. Os 3 comportamentos padrões são : viver uma colisão etérea entre a razão e a emoção, viver com razão em foque (padrão da sociedade) tendo lapsos de emoção (‘foi tudo na emoção, fora de controle’) ou viver na emoção sentindo falta da razão. Não , não existe um comportamento padrão atual que faça sentido ao que a gente acha que deveria caminhar como ‘civilizado’,  o ser humano bruto (que não caminha pra se tornar um individuo) vai se manter dentro desse trio e vai ser responsável pela ruína da nossa casa maior.

E isso é alguns comentários sobre a putrefação do mundo,  em parte todos somos culpados braços dados ou não. Mas é isso, a culpa é um conceito transcendental, e no fim , esta, que foi antes daquela força mistica (que eu não defini acima) e agora está em nós por continuar a carregar o fardo da contínua onda de atos ilógicos.

Mas então, talvez eu tenha deixado a desejar mas é que eu estava escrevendo isso por torno das 5 até ~ 10 da manhã e tive que sair para o trabalho, depois quando der vou atualizar mais esse post aqui porque ele pode se tornar ainda mais interessante.

Beijos e abraços.

Sobre AA

"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto. Não acredite em nada do que eu escrever. Acredite em você mesmo e no seu coração."
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2 respostas para O mundo em putrefação.

  1. Luisa Lima disse:

    Aqueles errinhos de ptbr padrões de um escritor da madrugada, mas bem interessante, concordo com a parte da repreensão. Sábio de sempre, espero pelo seu livro.

    Abraços

  2. Francisco disse:

    A relação tricotomica é realmente tricotomica? Tenho certeza que pessoas e emoções podem cair em dicotomias, como todas as pessoas guiadas por emoções ou todas as pessoas não guiadas, e emoções em todas as emoções boas e todas as ruins, enfim, pode ser considerada algo como uma ‘tricotomia de nivel superior’ certo?

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