Por que nos sentimos sós – PII

É galera , eu voltei da tumba para postar aqui. Não me perguntem porque, nen por quanto tempo vou continuar, quero mais que vcs vão pro caralho que nasceram seus fdps!

Bem, prosseguindo com o post sobre ‘Por que nos sentimos sós’, leia a parte I aqui.


Então pra começar, algumas razões pelas quais eu acho que nos sentimos solitários:

1 – Nós nos separamos;

2 – Nós nos excluimos;

3 – Somos recusados a sermos comparados com outros;

4 – Criamos barreiras imaginarias para justificar exclusões que só existem na nossa mente.

Bem, a parte I eu acho que foi sobre porque se separamos, e essa aqui então deve ser sobre exclusão.

Prosseguindo,  ano passado quando eu tava fazendo pré-vestibular e ja tava cansado de fazer todo dia a mesma coisa eu parava pra pensar sobre o que nos tornava individuais. Eu achei que era os nossos problemas que faziam com que a gente tivesse uma linhagem mais unica na nossa personalidade. Então procurando individuos que se encaixavam nessa concepção eu achei pessoas depressivas, raivosas e aquele tipo que culpa a sociedade por tudo. Eu me vi de certa forma nessas pessoas, e compreendi que não era isso que eu queria ser. Eu me senti mais alienado e sozinho do que antes.

Minha atitude mudou um pouco depois que eu descobri que você pode usar uma mascara social e não se apresentar totalmente para ninguem a não ser que você queira (sou muito fdp pode falar né!). Ta, mas falando sério, eu melhorei um pouco (quase nada) com o tempo, até porque eu fazia cursos e mais cursos e tinha que conversar com as pessoas que normamente eu não conversaria para sobreviver.

Com o tempo eu percebi que as pessoas não são aquele lixo que eu achava que eram (ta ta tem muita gente que é lixo mesmo , essa frase foi só pra alegrar alguns) e sim que eu botei na minha mente que de alguma maneira todas as pessoas são lixo (menos eu, sempre hahaha!) .
Todas as pessoas são individuos trespassando seus próprios problemas fazendo o melhor que podem fazer.

Foi então que eu começei a “aceitar” as outras pessoas , ou eu acho que começei sei lá… Eu mantinha o olho em meus ‘amigos potenciais’. Minha amizade era um clube exclusivo e só poderia entrar quem eu considerava justo (eu tinha ou ainda tenho umas barreiras bem retalhadoras e muito escrotas para isso), isto é quase ninguém.

Parte II : Exclusividade (Síndrome da Negação do Compromisso)


– O problema com a exclusividade

Eu nunca gostei de condominios fechados com suas regras idiotas.  Existe um condominio fechado na Russia, que como obrigações temos : a sua grama tem que estar sempre na altura X (nen mais nen menos); existe uma lista de cores que você pode usar na sua casa externamente (se a cor que vc quer estiver fora da lista bye bye) entre outras coisas idiotas por ae. Eles dizem (e é de certa forma racionalmente correto) que isso é para manter a paz e a ordem. Todo mundo é igual.

Se existisse um condominio fechado de solitários, não iria existir um livro de regras.  Toda e qualquer norma seria coletivamente aplicada de acordo com como nos sentimos e como achamos que devemos tratar um semelhante. Algumas regras são escritas na pedra (existe um inconciente coletivo dos solitários, só pode!). Outras criamos com o tempo, apesar de nos auto-excluir somos “flexiveis”.

“Amigos tem que nos retornar com uma quantidade de tempo X. Amigos só devem fazer planos sem nós sobre circunstancias bastante especificas definidas no Apendice B e na subsesão A do nosso manual mental de amizade. E se alguem quebrar as regras, a gente começa a marcar uma contagem até um certo limite Y  e quando ele é quebrado paramos de falar com as pessoas sem nenhuma explicação.”

E quando começamos a deixar as pessoas a entrarem em nosso condominio, mantemos muita atenção nelas pois elas são uma de poucos. Nós saimos de nosso padrão de fazer as coisas para fazer com que nosso visitante se sinta especial. Mas se notarmos que eles não estão retornando a situação da mesma maneira que nós estamos fazendo, nós nos sentimos putos.

Em seguida vem pequenas conversas do tipo “Eu sei que você não queria fazer isso de proposito, mas você machucou meus sentimentos por não fazer as coisas estipuladas no Paragrafo 3 , pagina 666”. E cada vez mais isso se torna constante.

E nos sentimos bem sendo tão generosos com nosso perdão sobre os pequenos erros de nossos ‘amigos’, mas enquanto isso nossos ‘amigos’ estão tentando pensar em quantos paragrafos existem nas regras. Eles então começam a andar mais leve para não quebrar nenhuma outra regra do nosso sistema de valores. Eles só podem ser eles mesmos se não quebrarem as regras. É de se admirar que nossos amigos passem a optar para ter uma relação menos restritiva?

-Como aceitar quem verdadeiramente somos?

Quando solitários falam que são mente-aberta e que aceitam os valores de outras pessoas, estamos falando sobre peixes grandes como religião ou politica. Carregamos exemplos de amizades com pessoas de diferentes visões de mundo. A gente segura, aquele lançe de viva e deixe viver. Nós dizemos que não tentamos impor nossos valores nos outros. Porém, os grandes peixes não afetam o relacionamento do dia a dia. Mas e se os valores dos nossos amigos afetam nós mais pessoalmente? O quão tranquilo e mente-aberta nós realmente seriamos?

Exemplos para exemplificar:

1 – Você tem um bom amigo A que você considera intimo e que você gasta bastante tempo do seu tempo com. Você então conheçe uma nova pessoa B que você acha que pode eventualmente virar intimo(a) dela.  Então você entroduz o bom amigo A para a nova pessoa B e eles realmente se conectam. Logo o A e o B começam a passar tempos juntos e depois de um tempo passam a te deixar de fora das atividades.

Você consideraria o amigo A desleal ou você nen ligaria (viver e deixar viver)?  Você nunca iria excluir um bom amigos das atividades. Mas bem, esse é o seu valor e não o deles. Talvez com os valores de amizade deles , o amigo A não se sente obrigado a te incluir em tudo. O quão tranquilo e quão alto seu grau de aceitabilidade seria?

2 –  Você tem uma boa relação com o Amigo X. Amigo X é um bom amigo com a Pessoa Y a qual você não se importa.  Você tem tido uma fase ruim e esta meio depressivo esses dias.  Você escuta por fofoca, que o Amigo X está falando para a Pessoa Y que você esta sendo realmente um chato e esta chegando no ponto de ser estressante estar perto de você.

A decisão do Amigo X para contar para a Pessoa Y vem dos valores do Amigo X:

– Você vai aos bons amigos quando precisa de suporte;

– Não mostre estresse ou irrite ou bajule ou reclame (ou similares) com alguém quando este esta para baixo.

E é por isso que o Amigo X não falou com você sobre seu comportamento corrente.

Você se sentiria traido? Ou você pensaria que o que corre entre o Amigo X e a Pessoa B não é nada da sua conta? E se você se sente traido, como você pode ficar com raiva de alguem por causa de seus valores?

Lembre-se : mente-aberta e aceitação também significa aceitar nos valores das outras pessoas de lealdade, amizade e relaçoes interpessoais.

-Nossas regras nos fazem solitários

É claro que nós não queremos ser mal tratados ou nos sentir mal. Porém, nós temos que nos perguntar se essas regras que criamos para se proteger são realmente sobre proteger nós mesmos ou fazer com que uma relação de amizade seja justa. Considerando que os solitários puros ja tendem a ter poucas amizades,  estes também criam mais expectativa em cada amigo para que eles completem nossas necessidades emocionais. Nossos ideais de amizade criam expectativas de comportamento e retribuição. Nós só queremos o que é justo.

Na nossa mente nós vemos nós mesmos como perdoares de possiveis erros que possam ocorrer um dia. Se um dia algum amigo nosso bater o nosso carro ou destruir nossa roupa favorita que emprestamos a ele, nós perdoariamos facilmente.

Lembre-se : nossos amigos não foram presenteados com o poder de ler nossas mentes para saber o que é realmente importante para nós, mesmo que a gente queira muito isso, entenda. Então eles se cuidam para não nos machucar. Então antes deles mesmos perceberem eles deixaram de ser eles mesmos e viraram pessoas paranoicas que vivem se vigiando por causa do nosso lado ruim para que eles não nos deixem putos por que eles não deram valor ao presente de aniversario que demos para eles feitos a mão com muito esforço(pqp isso aqui ficou confuso).

Sentimos que nossos amigos sempre devem retornar para nós algo de mesmo valor que nossos esforços. Isso é uma expectativa de justiça.

A busca pela justiça nessa perspectiva mental sempre cria uma pessoa a impositora das regras enquanto faz outra a quebra-regras. Essa atitude cria uma barreira em relacionamentos que faz com que as pessoas nunca mantenham sua guarda baixa. É a razão que faz com que nós nos sentimos disconectados e solitarios, porque nós não podemos ultrapassar essa barreira sem abaixar a guarda ou correr o risco de se machucar.

Uma das coisas mais importantes que temos que entender sobre relações interpessoais é que quando você entra nela cedendo, você recebe em retorno algo é claro, mas não usualmente da pessoa que você está cedendo e quase nunca da maneira que você espera (lei de murphy até aqui?).

Meu problema com a caça da justiça (e o da essência dela) é que nós só vamos ter de volta o que botamos na mesa. Mas ser tranquilo, mente-aberta e libertário sem nenhuma expectativa de reciprocidade abre a possibilidade de que o universo vai nos dar mais do que esperamos.

Mantras Orientacionais

Para melhorar suas relações de amizade e parar de ser tão exclusivo, você pode pensar de uma maneira bem simples:

1 – Me conhecer faz com que eu ajude alguem a ser uma pessoa melhor?

2 – Eu me torno alguem melhor ao conhecer alguem?

Pensar assim pode, em primeira estancia, parecer estranho . Mas reflita sobre.

Existe uma maneira de entender se uma relação esta funcionando. Quando estou com a pessoa, estou feliz. Eu penso sempre em futuramente sair com essa pessoa. Eu não tenho medo que que essa pessoa me machuque intencionalmente. Eu não hesito e não tenho medo de falar como me sinto. Conheçer aquela pessoa é um desafio para o meu crescimento.  Estar perto desse individuo me traz conforto em momentos de tristeza. E eu quero celebrar junto a essa pessoa quando as coisas estão indo bem.

Você tem que deixar de ter expectativa sobre o comportamento das pessoas, todos são diferentes. Porém,  mesmo as vezes que você sinta um idealismo forte sobre suas amizades lembre-se que até idealismo é um vicio ruim.

Você tem que desejar a coisa mais dificil de querer: que as pessoas sejam elas mesmas, as partes boas e as partes ruins. Você tem que procurar autenticidade apesar dessa ideia estar denegrida no inconciente coletivo. É da nossa autenticidade que verdadeiros laços são feitos.

Eu entendo tão pouco de laços, e existem tantos que eu não gostaria de manter, existem tantas pessoas que eu gostaria de matar, mas eu não posso,  o ser-humano depende deles tanto quanto dependemos de nós mesmos.

Eu entendo pouca coisa sobre pouca coisa, e espero que esse texto confuso me seja de alguma utilidade em algum dia. Talvez um dia eu corrija os erros gramaticais dele, mas por enquanto é só isso e nada mais.

Quero dedicar isso aqui a todos os idiotas que procuram replicas de si mesmos e à minha cachorra, que por mais que as vezes eu não dê muita atenção para ela sempre dá atenção para mim.

Sobre AA

"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto. Não acredite em nada do que eu escrever. Acredite em você mesmo e no seu coração."
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4 respostas para Por que nos sentimos sós – PII

  1. Luisa disse:

    Epic, as always!
    Nice Comeback!

  2. Marina O. disse:

    2k palavras ftw?
    Curti muito, mesmo que eu negue muita coisa que ta escrita ae eu costumava fazer.
    E apesar do seu estilo sintetico de falar as coisas, meio bruto, matematico , lógico, ainda é maravilhoso ler todas essas linhas (cheias de erros kkk) .

    Adieu , my friend.

  3. Lucas Camaz disse:

    Vai ter parte III ?

  4. Leonardo disse:

    KKK, incrível olhar para este espelho…não estou só neste mundo, confortante!!! Abs

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