Sobre os Homens e Outros Homens (Felicidade Moldada)

O que é ser feliz? É ter, é ser? Independente do que seja, a “felicidade” em suas mais variadas formas acaba por ser deturpada. E vos explico porque, aqui.

Atualmente, estar dentro de padrões é quase uma exigência. Seja o padrão de filho estudioso, de mãe esforçada, de amigo pra todas as horas e além de tudo isso, estar dentro dos padrões e ser bonito, magro, ter um ou outro piercing ou tatuagem e ser estereotipado. Não se é mais bonito para si mesmo e sim, para os outros. As pessoas correm atrás de um modelo idealizado perfeito, alisam o cabelo, compram produtos que prometem deixar o mais próximo de tal modelo, mas que realmente nunca vai chegar.

E qual seria a recompensa de tal luta pelo modelo? Ter uma auto-estima elevada? Ok, nada contra, exceto pelo fato de que para ter a auto-estima elevada é necessário ser estereotipado! Se sentir bem virou um produto de publicitários sanguessugas que só visam o lucro (Nenhum problema em apenas visar o lucro, vivemos numa sociedade capitalista, certo? Basta ter o discernimento de não ser o idiota alienado de dar o lucro pra ele), e, se você não segue o padrão de “moda” imposto pela sociedade, você é excluído, sofre preconceito ou até mesmo faz parte de outra “tribo” (Que é uma palavra altamente repugnante, assim como “balada”, mas aí já é papo pra outro post).

Vivemos num mundo de fantoches, onde pessoas não são mais pessoas, e sim imagens. Ter a imagem boa é ser socialmente aceito. Porém, o que adianta ter apenas uma imagem boa? Cada ser é uno. O que seria isso? Cada homem é uma máquina, um livro, um baú, com personalidades e gostos diversos. A abrangência da diversidade é algo que vem perdendo seu brilho.  Se o homem entendesse que é muito mais bonito se levantar e gritar o jeito que você é, sem mudança nenhuma, teríamos uma sociedade sem máscaras, onde pessoas com os mesmos gostos e mesmas vontades se encontrariam com muito mais facilidade.

Se parte da felicidade pessoal se encontra na auto-estima elevada, que seja uma auto-estima pessoal e não apenas se deixar levar pelo o que os outros irão pensar. Ou seja, não tenha vergonha de se sentir bem como quiser, mesmo que não condiz com o padrão previamente aceito pela sociedade. Uma vida livre de dogmas sociais é uma vida mais livre, trace os seus caminhos e veja o que é ser realmente feliz. Como já dizia o grande Raul “Faz o que tu queres, pois é tudo da lei!”, essa é a Lei de Thelema fundada por Aleister Crowley. E veja, desde aquela época já era chamado de “Maluco”, por quebrar os padrões pré estabelecidos… Eita mídia deturpadora!

Pois bem, fico por aqui, quem sabe não terá uma segunda parte. Espero que meus post estejam sendo suscetíveis de reflexão!

Paz Profunda!

Sobre brunobass

Bruno. É, aquele cara que gosta mais de musica do que de tudo. Acho que isso resume bem o que eu sou, um cara que adora musica em seus mais variados estilos, instrumentos musicais, bandas, e todos esses congêneres (ah garoto, falei bonito! haha). 17 anos, morador do Rio, sou baixista tenho uma banda e alguns poucos sonhos pra se realizar ainda. Tirando a música, gosto também de jogos (mas não tanto como esses outros viciados aqui), suco de maracujá e dias nublados. Interresante, né?
Esse post foi publicado em Filosofia, Vida. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s